• Mari Bruno

4 lugares descolados (e gratuitos!) em Londres



Com palácios, parques, prédios antigos, museus incríveis e muita história, Londres é um desses destinos cheios de coisa para ver e fazer. Saindo um pouco do roteiro mais tradicional da cidade, selecionamos quatro lugares modernos, descolados e gratuitos que você não pode deixar de conhecer - nem que seja uma passada rápida. Confira:


Covent Garden



Quem gosta de espaços históricos restaurados que ganharam novo propósito não pode deixar de visitar o Covent Garden.


No bairro de mesmo nome, no West End, o espaço funcionava como um mercado ao ar livre desde o século XVII (a primeira menção escrita do “novo mercado no Covent Garden” data de 1654). O crescimento foi tal que, em 1828, começaram planos para construir um prédio que organizasse os feirantes da praça de forma prática. O arquiteto escolhido foi Charles Fowler e a nova estrutura foi inaugurada em 1830.


Desde então, a popularidade (e o charme) do local só aumentou, trazendo cada vez mais visitantes. Anos depois, em 1972, o Covent Market apareceu no filme Frenzy, penúltimo de Hitchcock. Hoje, o local é um mercado moderno e mais sofisticado, cheio de luz natural e de elementos industriais. Ali, há lojas como Apple, Tom Ford, Paul Smith e Benjamin Pollock’s Toy Shop, e restaurantes cinco estrelas como Frenchie, Henrietta, The Oystermen e Balthazar.


O passeio também vale pelo balanço de madeira e pelos carrinhos cheios de flores que envolvem o lugar, um ponto popular para apresentações de rua e de instalações de arte. Quando eu visitei, havia um acrobata no exterior, um comediante no interior e um grupo de violinistas no piso inferior. Antes de visitar, confira a agenda do Covent Garden.




Southbank Centre



À beira do Rio Tâmisa, o Southbank Centre é o maior centro de artes do Reino Unido. Fundado em 1951, o lugar ocupa um terreno de mais de oito hectares e é composto por cinco espaços: Royal Festival Hall, com música clássica; Hayward Gallery, uma galeria de arte contemporânea; Queen Elizabeth Hall, com música clássica, apresentações e performances; Purcell Room, com literatura, performances e música clássica, jazz e contemporânea; e National Poetry Library, com a coleção mais abrangente de poesia britânica de 1912.


Além de arte, teatro, dança, música, literatura e debates, o espaço conta com mercados, lojas, restaurantes, street food e bares. O centro, que também é o único espaço permanente para festivais do Reino Unido, organiza mais de cinco mil eventos e recebe 6,25 milhões de visitantes por ano.


O local é perfeito para um date. Quando fui, no verão, aproveitei o fim da tarde no topo de um dos prédios, onde fica um bar ao ar livre no estilo do High Line, em Nova York. O espaço é uma graça, com uma mistura de jardim com mobiliário de madeira e luzinhas.




Tate Modern



A união de um prédio industrial e espaçoso com arte moderna, o Tate Modern é um dos quatro museus Tate, que somam, juntos, quase 70 mil obras de arte, desde a coleção britânica, de 1500 à atualidade, até arte internacional moderna e contemporânea. A primeira Tate Gallery (hoje conhecida como Tate Britain) surgiu no final do século XIX graças à coleção e ao patrocínio de Henry Tate, um industrial de refinaria de açúcar.


Além das exposições, exibições e eventos individuais, é possível encontrar obras de arte de artistas como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Cildo Meirelles, Henri Matisse, Francis Bacon, Piet Mondrian e Andy Warhol. No topo do prédio, um café e mirante oferece uma vista privilegiada do Rio Tâmisa e da cidade.


Uma boa dica é usar o aplicativo do museu, que inclui tour guiado em inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. O app também calcula a sua localização dentro do Tate e te ajuda a encontrar suas obras de arte favoritas.




Sky Garden



Um dos lugares mais originais e impressionantes da cidade é o Sky Garden. Seguindo o nome de forma bem literal, o jardim ocupa do 35º ao 37º andares de um prédio comercial e oferece uma vista de 360 graus de Londres. Quem assina os jardins é o escritório Gillespies, que optou por espécies mediterrâneas e sul-africanas resistentes à seca e que florescem durante todo o ano.


Os espaços, com teto de vidro e pé-direito alto, incluem sofás, bancos e lounges, além de cinco bares e restaurantes: Fenchurch Restaurant, para jantares refinados; Fenchurch Terrace, lounge com vinhos e snacks; Darwin Brasserie, com cozinha britânica; City Garden Bar, mais saudável e com drinques; e Sky Pod Bar, com foco nos coquetéis.


O jardim público mais alto da cidade tem entrada gratuita, mas é preciso reservar e imprimir os ingressos com antecedência.




fotos: divulgação e Mariana Bruno


matéria originalmente publicada no Follow The Colours